Antes de qualquer coisa quero deixar aqui bem esclarecido que os textos aqui colocados são para fins de estudo e pesquisa no que diz respeito a fotografia bem como o seu feitio não tendo a intenção de ofender, menosprezar nem mesmo prejudicar o mercado que segue em grande expansão.
Muito se fala sobre fotografia. Na internet vemos o constante crescimento de fotógrafos amadores se descobrindo na vida profissional e levando a fotografia como meio de vida. A questão que iremos abordar neste primeiro momento é uma análise de alguns trechos do livro “O Ato Fotográfico” Philippe Dubois – 11ª Edição – Ed. Papirus.
“Contudo todos sabem que de uma imagem fotográfica é possível tirar centenas e até milhares de cópias. Não nos disseram o suficiente que a foto era por excelência a imagem multiplicável e serial, não foi sublinhado o suficiente que a fotografia a era da reprodutibilidade técnica das imagens.”
Isso vai implicar em dizer que a partir do momento em que a imagem fotográfica capturada abre as portas para essa possibilidade de reprodução, pensamos a partir de então que essas cópias são tiradas de um mesmo negativo ( de uma mesma captura seja ela digital // no dado momento o autor cita os negativos analógicos ) pode se concretizar de que esse negativo citado é a fotografia e única. “A fotografia é sempre única: Só poderá haver um único de um mesmo objeto e num determinado momento.”
Quero transpor aqui, que se analisarmos essa explosão fotográfica que ocorre em todo o mundo, certamente é pela acessibilidade aos mecanismos de captura. Seja ela através de um celular ou até mesmo através de diversos tipos de câmeras cada vez mais acessíveis. Esse acesso à tecnologia e a facilidade em poder disparar dispositivos de capturas de imagem, fez com que a comodidade e a praticidade chegassem aos fotógrafos, buscando louváveis resultados – Não entendendo como aquilo se compôs.
Fotógrafos devem refletir sobre fotografia em: FAZER e SABER O QUE ESTÃO FAZENDO.
Nota-se que há uma grande lacuna a ser preenchida em muitos que buscam resultados e não respostas às inquietações dos materiais produzidos e acompanhados de elogios e muito bem interpretadas no post de um fotógrafo que sigo e repostou em seu micro blog com os seguintes dizeres: “ quer acabar com metade dos atuais "fotógrafos" do mercado? Tira o display LCD de trás das câmeras! ” ( Clicio Barroso Filho )
Encerrando esse primeiro post sobre fotografia, quero colocar uma reflexão como desfecho deste breve texto, sobre a reprodutibilidade técnica da fotográfia dos antigos negativos citados no livro dos quais faz parte do meu estudo:
“As cópias em positivo são de fato apenas fotos de fotos, “metafotos,” imagens em segundo grau, que testemunham simplesmente que em fotografia não existe reprodução, ou re-produção. A fotografia como tal, captada em seu princípio – a impressão, o negativo, a foto polaróide, o daguerreótipo etc. – é sempre necessariamente singular!” “O Ato Fotográfico” Philippe Dubois – Pág 73
Até mais!


15:14
Rafael Habermann
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